Sobre
Eu compro, uso e só depois escrevo. Nessa ordem.
A maior parte do conteúdo de tecnologia em português é ficha técnica copiada da caixa ou release de fabricante reescrito. Dá para publicar uma análise inteira de um produto sem nunca ter ligado o aparelho — e é o que muita gente faz. Aqui não funciona assim: nenhum veredicto sai sem o produto ter passado pela minha mão.
A regra é simples: quando eu digo que um produto passa, ele passa de verdade. Quando digo que não passa, existe razão declarada. Nenhuma análise termina em “vai depender do seu perfil de uso” — essa frase é o jeito educado de não assumir posição nenhuma.
Eletrônicos e tecnologia de consumo, com foco em quem compra com orçamento definido e não pode errar. Em cada categoria existe um punhado de coisas que decide a compra — e uma montanha de número que não decide nada.
O que define um handheld não é a contagem de jogos anunciada na caixa — 20 mil jogos é argumento de vendedor. O que decide é até qual console o chip roda de verdade, se a tela tem proporção correta para o sistema que você quer jogar, e como está o firmware. Um aparelho que promete PS2 e engasga no PS1 não passa aqui.
DPI alto virou número de marketing: quase ninguém joga acima de 3.200. O que importa é qual sensor, qual switch, peso, formato e se o software não é um problema em si. Mouse é o produto onde a diferença entre R$ 80 e R$ 300 aparece no uso diário — e onde mais se paga por nada.
SSD é onde mais se erra por comparar só a capacidade. Tem NVMe de 1TB que perde para SATA em uso real por falta de cache e controladora ruim, e velocidade de pico que não se sustenta depois dos primeiros gigabytes. Aqui a comparação é sempre dentro da mesma faixa de preço, porque é assim que a compra acontece.
Na faixa de entrada, processador e memória importam menos do que se costuma dizer — o que trava o aparelho depois de um ano é armazenamento lento e camada de software pesada. É por isso que o barato que parece bom na loja vira lento em seis meses.
Passa no Crivo é o sistema de veredictos do site. Crivo não é nota — é filtro com critério. Todo produto analisado recebe um estado, um qualificador e a justificativa. Nunca o estado sozinho, e nunca uma nota numérica que não diz nada.
| Estado | Nível | O que significa |
|---|---|---|
| Passa no Crivo · Eu compraria | Aprovação plena | Compra indicada sem ressalva de condição. |
| Passa no Crivo · Melhor da faixa | Aprovação plena | No que custa, nenhum concorrente direto entrega mais. |
| Passa no Crivo · Compra segura | Aprovação qualificada | Compra indicada dentro de um contexto de uso ou perfil. |
| Vale se entrar em oferta | Aprovação condicional | O produto depende do preço para fazer sentido. |
| Não passa no Crivo | Reprovação | Produto reprovado — com a razão declarada. |
Um veredicto pode mudar. Preço muda, concorrente novo aparece, defeito só aparece com uso prolongado. Quando o estado de um produto muda, a análise é atualizada — e a data da mudança fica registrada no artigo.
O Escolha do Marco ganha dinheiro com links de afiliado. Quando você compra por um link daqui, o site pode receber uma comissão da loja — sem nenhum custo adicional para você.
Isso levanta uma pergunta legítima: se o site ganha quando você compra, por que confiar numa recomendação? A resposta está na estrutura do conteúdo. Aqui existe reprovação publicada. Produto ruim leva “Não passa no Crivo” mesmo tendo link de afiliado disponível, e produto bom com preço errado leva “Vale se entrar em oferta” em vez de uma recomendação de compra imediata.
Um site que só aprova produtos não tem critério — tem catálogo. A comissão nunca define o veredicto.
Sugestão de produto para analisar, correção de alguma informação publicada ou proposta comercial — todos passam pelo mesmo canal.